terça-feira, 12 de janeiro de 2010
A gente fica triste e quer guardar a tristeza em uma gaveta a chaves ou em cofres sem senhas. Talvez se eu não a encarar, ela não me domina. Deixo ela de lado, ela me acompanha como uma sombra, cinza e difusa.Deixa só os dias mais frios, só arranca suspiros, só dá pequenas pontadas de dor e se confunde com tarefas diárias e com intervalos do que há de realmente bom. Não quero ficar cara a cara com ela mais uma vez. Não vejo razão em lamentar essas perdas. É como se fosse a morte de alguém. Ela morreu para você ainda que esteja lá vivendo, respirando e traçando sua história. Mas morreu, quem amei e sinto falta não existe mais. Então, é isso o que sinto: luto. E por acaso as pessoas não ressuscitam, não adianta espernear e manifestar meu lado infantil e mimado. Morreu. Não há mais conversa, só adaptação.
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