quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Delírio induzido



De quem são esses olhos, meu Deus,
que não posso descrever a alegria que sinto ao contemplá-los?

De quem é essa pele tão bem-tratada,
de quem é esse bigode, tão bem-feito?
De quem é esse sorriso, que me hipnotiza?

De quem é essa face sorridente,
absurdamente feliz,
decididamente terna,
incrivelmente sábia?

De quem é essa face, que,
ao ser comtemplada,
parece conter a alegria de todas as criaturas?

De quem é esse abraço tão sincero,
esse companheirismo tão tangível?
De quem são esses cabelos, e essas roupas?

Quem é esse casal, que me alucina?
Quem, quem são vocês que me ensinam,
sem palavra alguma,
a amar, a ser paciente, a ser feliz?

Não, não sei quem são,
mas sei que os respeito,
sei que sinto uma esperança muito forte ao vê-los.
Sei que, ao meu modo, eu os admiro amorosamente.
Sei que eles me ensinam a viver.

Então muito obrigada, por esse rosto que me fascina, por esses olhos, por esse sorriso, por esse abraço.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Eu que não te amo

Acreditou em mim quando te disse que não te amo, não acreditou? Menti. Menti pra não me convencer que te amo, pra não cair de quatro babando e abanando o rabinho por você. Pra não sonhar que sou a reencarnação da Cinderela e você do Príncipe Encantado quando você me dizer pra ficar bem, porque você me ama. Pra manter a conciência que seu te amo tem um PS: "amo como pessoa, amiguinha e lanchinho".
Menti pra mim, não pra você. Te amo, te amo! Desde seu jeito ranzinza até a última bolha do pé, mas preciso negar, só vou poder te amar assim, quando você amar a louca que sou, até o último fio de cabelo quebrado. Amar como mulher, como sua garota, sem PSs.
Faz sentido? Começo a achar que sou muito louca pra você.
Conversei com outro louco pra saber se no fim me saboto ou se me protejo, o que consegui foi um convite, um futuro publicitário querendo comer uma futura jornalista. Fiz um pouco de charme, disse ser comprometida, mudei de assunto. Repara, fiz charme. Pra sei lá! Outro me desejar caso você não me queira me dar tchau, pra ele continuar me querendo e você ter receio de perder. Mas a verdade, é que sou toda sua. Até quando você não estava comprometido comigo eu era, me neguei ao seu amigo deitados na beliche, ao louco do meu ex em frente ao motel, ao boy na saída de incêndio e à quem que tivesse a intenção de me tirar de você.
Nunca pensei que pudesse ser de um homem só, menininha metida a rebelde para convenções católicas que sou, mas não acharia ruim ser só sua pra sempre. Eu que não te amo.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Espírito Natalino

Moramos em um país de clima predominantemente tropical. Com esta afirmação, podemos concluir que o tempo geralmente é quente e que costuma chover bastante, e que no inverno temos temperaturas amenas em geral (não neva!). Ou ao menos, foi isto o que eu aprendi (Jenny, se eu estiver errada, corrija-me por favor).

Pois é. País tropical, calor... Então me diz: o que é que faz aquele velho - vestido de vermelho, de gorro e botas, com uma barba branca - além de fomentar uma adoração à uma cultura que não é nossa e a gana de querer sempre e sempre mais status no meio?
Que saco!

A coisa boa do meu Natal é a reunião com a família, e acho que se essa deveria ser a coisa mais legal para todos aqueles que têm uma família. Ele será aproveitado com alegria legítima de estar entre pessoas legitimamente queridas. E isso faz com que ele tenha sentido.

E essa coisa de dar presentes é legal e tudo e talz, mas só porque é Natal, as lojas estão cheias de coisas da última moda e com o preço lá em cima e você tem que mostrar QUE PODE comprar algo para quem você "gosta"?
Que saco de novo!!

Por isso não apoio em nada essa crença em "papai noel". E nem venham me dizer que significa valores morais, reflexão e o escambal, porque é só uma desculpa para gastar o 13º.

Seria bom, apesar disso, se pensássemos em como ser mais unidos realmente, mais presentes, mais pró-ativos para com aqueles que nos acompanham nessa jornada. Talvez assim a solidão que nos assola possa ser abrandada. Mas não vale fazer só pra aliviar a consciência! E assim, se esse é o tal espírito natalino de que falam, então acho excelente! Se não o ano todo, ao menos em um dia, certo?



PS.: Esqueci de falar dos feriados, mas eu gosto deles... Pois é! ha ha

sábado, 20 de dezembro de 2008

Presentes legais de ganhar em Amigo Secreto:

• Livro
• CD
• Tapete de dança (PS2)
DVD


Presentes chatos de ganhar em Amigo Secreto:

• Enfeites de Natal
• Perfume
• Diário brega
Kit de hidratante corporal


Presentes chatos de dar em Amigo Secreto:

• Roupas
• Acessórios de informática
• Miniaturas para colecionadores chatos


Presente legal de dar em Amigo Secreto:

• Vale presente (é salvação)
=)


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Querido Diário

Levantei com um desanimo hoje! Uma vontade de me esconder do mundo, de ficar em casa bem quietinha e não precisar distribuir bom dias bem humorados. Almoçar com a minha mãe, comer feijão de verdade. De ver vale a pena ver de novo, tá passando mesmo Mulheres Apaixonadas? De desligar o celular, esquecer msn e qualquer meio de comunicação.
Vai ver que eu estou assim pq não comi chocolate ontem, aliás eu nem jantei. Ou por não ter dormido direito, ando sonhando com coisas desagradáveis, não chegam a ser pesadelos, porém é angustiante sonhar que sua mãe arrumou um namorado e não dá a mínima pra você ou com gente que você ama gritando por você ter ligado no celular dele.
Alguém me dá O Crespúlo de natal?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Nada, nada, nada

Parece, de vez em quando, que eu não consigo mais sentir as coisas. Eu só penso nelas, eu só as esquematizo, ou as deixo pelo caminho.
É difícil perceber se acho as situações causadores de sensações tóxicas, ou se realmente sinto isso. Eu só sei que às vezes eu sinto-me sufocando a minha própria felicidade.
Pequenas coisas, grande impacto.
Eu penso sobre quem sou, sobre como estou. Eu tento visualizar rotas e planos alternativos para o caso de o plano atual não funcionar. E eu acabo percebendo, com certo ar de ironia, que posso ser mesmo calculista e fria, porque talvez faça parte de mim, embora o calor humano me seja tão querido...

Tomei uma decisão bem íntima, dias desses.
Sem mais paixões. Acho que essa época já passou, e tanta confusão, angústia e egoísmo não me chamam mais a atenção. Paixão, só por coisas, não por pessoas.
Não posso negar a minha paixão, inata. Mas posso querer coisas que transcendam o plano físico, o eu egoísta e carente de amor; posso querer deixar essas paixões tempestuosas (ou não tanto) e sentir coisas de verdade.
Há alguns problemas para resolver. Embora há também muito o que comemorar.
Engraçado, estou um pouco conformada com a minha atual tristezas. E direi para mim mesma, como sempre, "é seu modo de ver as coisas, Cibele". E isso resolve, quando eu quero, ou quando eu deixo.
E enquanto a efemeridade do tempo, da vida, dos sentimentos e das ligações possa assustar algumas pessoas, é uma das únicas coisas que confortam uma dor meio, assim, acomodada.